Bike fit costuma ser associado a conforto e prevenção de dor. Mas será que também deixa o ciclista mais rápido? Um estudo recente sugere que sim, e os números chamam atenção.
O que o estudo encontrou
Pesquisadores da University of Wisconsin, River Falls, avaliaram 12 ciclistas amadores antes e depois de um bike fit profissional, medindo potência de pico (sprint de 6 segundos) e potência sustentada (teste de FTP). Os resultados foram publicados no International Journal of Exercise Science:
- Torque no pedal: maior torque médio aplicado durante a pedalada.
- Percepção de esforço: redução, o ciclista sente que pedala mais fácil para a mesma potência.
- Conforto: redução significativa de desconforto em todos os pontos de contato.
Os ajustes que mais se correlacionaram com ganho de potência e torque foram o aumento da distância entre selim e guidão e o reposicionamento do taco mais para frente. Mudanças sutis, com efeito mensurável.
Os limites do estudo
A amostra foi pequena (12 pessoas), não houve grupo de controle nem cegamento, e parte do ganho pode refletir familiarização com o teste. Ainda assim, o estudo se soma a uma literatura mais ampla que associa bike fit a menos dor e mais conforto, o que também sustenta potência ao longo de treinos e provas longas.
Por que o ajuste afeta a potência
Pedalar com o joelho fora do eixo ideal, ou com o quadril compensando um alcance de guidão desconfortável, desperdiça força que poderia ir para o pedal. Corrigir esses desalinhamentos tende a transformar parte da energia perdida em compensação postural em potência aplicada.
Performance não depende só de treino. Depende também de quanto da força que você gera chega de fato na roda.
Fontes: International Journal of Exercise Science, estudo da University of Wisconsin, River Falls, sobre bike fit e ganho de potência em ciclistas amadores (via reportagem da road.cc).