Pedal Fit Bike Studio
Tecnologia · 3 min de leitura

O Que É Bike Fit 3D? Entenda a Tecnologia por Trás do Ajuste

Se você já ouviu falar em "bike fit 3D" mas não sabe bem o que muda em relação ao bike fit tradicional (feito com régua, transferidor e olho clínico do fitter), este artigo explica a tecnologia por trás do ajuste e por que ela vem se tornando o padrão entre ciclistas sérios.

Como funciona a captura de movimento 3D

Sistemas de bike fit 3D como o VelogicFit usam uma câmera de tempo de voo (time of flight) para identificar marcadores nas articulações do ciclista enquanto ele pedala de verdade, em movimento. Em uma captura de cerca de 15 segundos, o sistema calcula automaticamente os ângulos e o movimento de cada articulação (quadril, joelho, tornozelo), gerando dados numéricos precisos sobrepostos ao vídeo do pedal. Uma ponteira de medição (wand) complementa o processo capturando as medidas da própria bike, como stack e reach.

Por que "dinâmico" importa mais que "estático"

O corpo se comporta de forma diferente parado e pedalando. Um estudo publicado no Journal of Science and Cycling encontrou, em média, 5,4° a mais de flexão do joelho durante o pedal em relação à medição estática, além de diferenças relevantes no tornozelo e no quadril. A recomendação clássica de ajustar o joelho entre 25° e 35° (medição estática) deveria subir para 30° a 40° quando medido dinamicamente.

Dinâmico 2D x dinâmico 3D: não são a mesma coisa

"Dinâmico" (medido com o ciclista pedalando) não é sinônimo de "3D". Existem sistemas de bike fit dinâmico que usam apenas uma câmera e captura em 2D, e é fácil confundir os dois quando o marketing só destaca a palavra "dinâmico".

Um sistema 2D capta o movimento em um único plano: para cima e para baixo, para frente e para trás. É o suficiente para calibrar altura de selim, alcance de guidão e alinhamento básico. Um sistema 3D, além disso, captura o desvio lateral de joelho, quadril e tornozelo durante o pedal. É o que permite identificar se o joelho está "caindo" para dentro, se o quadril balança a cada pedalada, se o tornozelo compensa para um dos lados, ou se existe assimetria relevante entre as pernas.

Esses desvios laterais são justamente os que mais aparecem em queixas difíceis de resolver, como dor lateral no joelho, tensão na banda iliotibial e desconforto no quadril. Um bike fit 2D dinâmico já é bem mais preciso que um estático, mas enxerga só "metade" do movimento. Por isso o Pedal Fit trabalha com o VelogicFit na versão 3D.

Benefícios práticos: mais rápido e mais objetivo

~15 sde captura por posição testada
~45 minpara chegar a uma posição validada

Além da precisão biomecânica, a captura 3D torna o processo mais rápido e mais objetivo: em vez de depender só da percepção visual do fitter, o cliente vê os números na tela e entende exatamente o que está sendo ajustado e por quê. O sistema registra vídeos, imagens e métricas de cada posição testada, o que facilita comparar variações (por exemplo, selim 5 mm mais alto) antes de decidir a posição final.

Como é uma sessão de bike fit 3D no Pedal Fit

Desde 2019, o Pedal Fit já realizou mais de 2.500 fits com o sistema VelogicFit, sob responsabilidade técnica de Willi Schlote Gouvea (Educador Físico) e Fabio Tomita (Educador Físico). Na prática, você sai da sessão com dados objetivos sobre a sua posição na bike (selim, taco, guidão), calculados a partir do seu movimento real.

Quer entender na prática como fica o seu ajuste? Agende uma avaliação de bike fit 3D no Pedal Fit, na Vila Leopoldina, São Paulo.

Fontes: Journal of Science and Cycling, comparação entre bike fit estático e dinâmico com captura de movimento 3D; Velogic Studio (fabricante da tecnologia VelogicFit), documentação técnica; Slowtwitch, cobertura técnica sobre as diferenças entre as versões 2D e 3D do sistema VelogicFit.